Diana nasceu como Diana Dalziel em 29 de julho de 1903, em Paris. Filha de um corretor inglês e de uma socialite americana, emigrou com a família para Nova York em 1914, fugindo da Primeira Guerra Mundial. Estudou na Brearley School e, aos 19 anos, apareceu em duas edições da Vogue – não como editora, mas como fotografada.
Foi em Saratoga, naquele mesmo ano, que conheceu Thomas Reed Vreeland, recém-formado em Yale. Dois anos depois, casaram-se. Em 1936, começou a colaborar com a Harper’s Bazaar através de uma coluna que dizia tudo sobre quem ela era: “Por que você não…?”. As sugestões oscilavam entre o excêntrico e o visionário: “Por que você não coloca coleiras amarelo-brilhantes em todos os seus cachorros, como fazem em Paris?”, “Por que você não usa chapéus de frutas?” e funcionavam porque não eram provocações vazias. Eram convites a enxergar o cotidiano de outro ângulo.

Diana Vreeland em 1942 fotografada por Louise Dahl-Wolfe — Foto: Museum of Modern Arts (MoMA)
Três anos depois, estava na equipe em tempo integral. Em pouco tempo, era editora de moda da publicação, posto que ocupou por mais de duas décadas e que a consolidou como uma das observadoras mais influentes do cenário da moda. Em 1962, trocou a Harper’s Bazaar pela Vogue, tornando-se editora-chefe em 1963. Foi também nesse período que ela redefiniu o Met Gala. O evento existia desde 1948, criado pela publicitária Eleanor Lambert, fundadora da Semana de Moda de Nova York, como um jantar beneficente para arrecadar fundos para o Costume Institute do Metropolitan Museum. Com a chegada de Vreeland, o evento migrou para as escadarias do Met e passou a reunir Elizabeth Taylor, Elton John, Andy Warhol, Cher, Jackie Kennedy, Lady Di, Bianca Jagger. O jantar virou ritual.
A demissão da Vogue, em 1971, teve um impacto significativo no seu emocional. Seu marido havia morrido em 1966. Agora, perdia também o trabalho que dava sentido aos seus dias. Mas não por muito tempo. Em 1972, o Metropolitan Museum of Art a convidou para ser consultora especial do Costume Institute, que atravessava déficit financeiro e invisibilidade. Vreeland aceitou e, em 1973, estreou com “O Mundo de Balenciaga”, exposição patrocinada pelo governo espanhol com peças emprestadas pela própria realeza. Seguiram-se cerca de 12 exposições ao longo de mais de uma década. A última, “Trajes da Índia Real”, foi em 1985.
Em sua autobiografia, ela escreveu: “A moda faz parte do nosso dia a dia e está sempre mudando, acompanhando os acontecimentos. É possível até mesmo perceber a aproximação de uma revolução no vestuário. Tudo pode ser visto e sentido nas roupas.” Como sua célebre coluna sugeria, Diana Vreeland passou a vida perguntando à moda: por que não?

