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Ponto de Vista
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IAM EDIT #01: o que você pode fazer com os aprendizados de 2020

Ufa, 2020 parece que está chegando ao fim. E a gente tenta fazer uma retrospectiva do que realmente aconteceu e vivemos. Mas a única coisa que vem à cabeça é: casa, telas, vontade de sair, alguns choros e aquela sensação absurda de incerteza. Se antes a gente olhava para o futuro e fazia planos. Hoje, a gente só consegue planejar o que vamos realmente comer à noite. Porque, temos que combinar, não faz muito sentido falar de Carnaval se o nosso Ano Novo foi cancelado. Viagens, festas, pular ondinhas, beijar e celebrar “feliz ano novo” vão ter que ser ressignificados. Pelo menos para boa parte da população que ainda se mantém em quarentena e com medo do coronavírus.

Aliás, já que o assunto é final de ano, aproveito para parafrasear Leandro Karnal e dizer: “lembra de tudo que você fez na virada de 2019 para 2020? Então, esquece e não faz mais, porque deu tudo errado!”. Engraçado, mas tem um ponto que traz uma reflexão nesta fala do pensador que é: temos que fazer diferente depois que sairmos desta, senão essa coisa toda terá sido apenas trauma e não, de alguma forma, aprendizado.

Por isso, convido você a ter um momento com esse IAM EDIT para poder conectar seus aprendizados de 2020 com alguns conteúdos que selecionei. Como sabem, eu sempre acreditei que curadoria de conteúdo + ativação de repertório + reflexões são boas pedidas para uma transformação individual – mas ao mesmo tempo que se esbarra no coletivo. E o ano que passou parece que exigiu muito isso da gente, não? Segue aqui um guia de leituras e dicas – e um certo escapismo para os dias difíceis, pois eles ainda estão presentes – para você entender melhor os sentimentos que lhe cercaram no ano de 2020 e como você pode lidar melhor com eles em 2021.

2020, o ano que tivemos que aprender a conviver com os nossos transbordamentos. O ano que tivemos que nos apegar a qualquer coisa que fizesse sentido – por menor que fosse.

O CANSAÇO PODE EXIGIR DIFERENTES PAUSAS
Esgotados, buscamos descansar de um jeito errado. Achando que a mente é o corpo descansam quando se está vendo netflix ou lendo algum livro. A palavra descanso pode ganhar sentidos diferentes dependendo da causa. E nesse artigo da revista Gama é possível entender melhor o porquê a gente não conseguiu resgatar a energia mesmo fazendo de tudo.

PARALISAÇÃO E DESESPERO DE OLHAR PARA DENTRO
2020 também foi o ano de paralisação. Muitos se sentiram perdidos diante das decisões imediatas que tiveram que tomar. Alguns se encontraram de alguma forma em projetos que estavam pausados. Outros leram as obras que não saiam da lista de leitura. E alguns simplesmente ficaram vendo a grama verde do vizinho crescer e se questionando sobre “até onde posso ser produtivo” em tempos difíceis? O que o outro estava fazendo nunca nos pautou tanto, não? Citando novamente Karnal: “a inveja fala muito sobre quem você é e o que você tanto deseja”. O historiador traz neste vídeo a importância de nos conhecermos e como isso pode trazer as respostas que mais buscamos. Karnal revela o quanto ser feliz está mais na jornada do que no destino.

BUSCA PELO SABER. DESEJO POR PROFUNDIDADE
O isolamento social gerou ainda mais o sintoma de infotoxicação. Acesso a muita informação, mas sem capacidade de fixar nada? É exatamente isso que acontece quando se sobrecarrega a mente: transbordamento de energia e falta de assimilação de conteúdo. Dica: busque somente por aquilo que realmente pode fazer a diferença. Receba conteúdo que faça você criar um pensamento crítico. Eu, por exemplo, amo os cursos da Casa do Saber (os de psicanálise e história da arte são os meus preferidos). Tem também o perfil do instagram O Futuro das Coisas, que traz uma série de reports e resumos sobre tecnologia, inovação e comportamento humano. Já se o assunto for moda, há uma novidade por aqui: vamos ter o IAM FASHION STUDIES, um grupos de estudos mensal com análise e reflexões de livros que tenham foco nas disciplinas de comunicação, consumo e cultura. A moda será o nosso objeto de estudo.

É, 2021 já parece nos dar o ar da graça, mas a sensação é de que ele será igual – não sendo pessimista, e sim realista. Por mais que a esperança de um ano melhor seja latente, não podemos, infelizmente, ignorar os fatos. Então, o meu desejo é que você se cuide, mantenha-se focado nos seus sonhos, mesmo que de uma forma mais tímida, e tente não olhar tanto para o lado. Ser generoso conosco pode ser o suspiro de sobrevivência mais forte que vamos poder dar no ano que está chegando.


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