VOCÊ ESTÁ LENDO >> Moda em páginas: 7 curiosidades sobre a revista Harper’s Bazaar
POR Andreia Meneguete Rafaela Carazzai | 8 de maio

Quando não havia uma revista de moda, lá estava ela sendo esboçada para adentrar a casa e o imaginário das mulheres que desejam entender um pouco mais como se vestir e ser referência, de alguma forma, de estilo. Pioneira das revistas de moda na America, a Harper’s Bazaar nasceu em 1867, momento que era uma publicação semanal em formato de folhetim para mulheres de classe média-alta e classe alta. Hoje em dia, muita coisa mudou: com edições mensais, a Harper’s Bazaar tem três milhões de exemplares vendidos por mês para 43 países diferentes. Conheça mais curiosidades sobre a revista.

 

Foto Reprodução | Richard Avedon

 

O início de tudo
O nome da revista é devido aos seus fundadores, James e John Harper do grupo Harper & Brothers. No início ela era chamada de Harper’s Weekly, depois de Harper’s New Monthly Magazine até que finalmente veio o nome que é mantido até hoje, Harper’s Bazaar. Em 1916, foi vendida por $10 mil dólares –uma fortuna na época- à William Randolph Hearst,dono da Hearst Communications, que tinha um império de revistas, jornais, canais de TV e outros meios de comunicação, cujo Harper’s Bazaar pertence até hoje.

Reprodução | Arquivo

Obsessão pela arte, pela imagem
Quem vê uma Harper’s Bazaar na banca não tem dúvida da proposta do veículo editorial: ir além da moda, cruzando as imagens com as melhores referências artísticas. A revista convida o leitor para uma leitura deliciosa, já que privilegia o equilíbrio entre texto, imagem e respiros (espaços em branco ao longo das páginas, que são essenciais para dar um descanso na leitura e não sobrecarregar a vista do leitor)

Reprodução | Foto Txema-Yeste para Bazaar Espanha

Muito antes de Anna Wintour existia…
Carmel Snow e seu nome foi tido como um dos mais significativos na história do jornalismo de moda. Com uma visão apurada e de vanguarda, a editora americana, que iniciou seu trabalho na Harper’s Bazaar em 1933, foi responsável por nomear o retorno das criações de Christian Dior, no momenyto pós-guerra, em 1947, de New Look. A então editora-chefe da Harper’s Bazaar na época, que já havia passado pela revista Vogue, ficou encantada com tamanha feminilidade e sofisticação diante do seus olhos, reconhecidos pela cintura marcada, saia midi bem rodada e ombros marcados por um blazer bem modelado, que gritou “Dior, it’s a New Look”. E a nomenclatura ganhou força mundo afora e perdura até hoje. Carmel Snow foi a peça-chave também para trazer nomes como Diana Vreeland para a revista americana, em 1936.

 

Diane Vreeland: o nome debochado, ácido e apurado da moda
Uma francesa que sabia olhar o mundo com uma perspectiva diferente da sua época. Arte, moda e literatura faziam parte do dia a dia da francesa Diane Vreeland, que sabia que a beleza padrão não era a sua maior vantagem num mundo permeado por tal. Entretanto, sábia, estilosa e ácida que era, Diane sabia fazer da inteligência e sagacidade as suas maiores armas. Sinal disso foi o convite que recebeu para ser colunista da Harper’s Bazaar num espaço intítulado como “Why Don’t You..”, onde Diane levava seu olhar global e fora-da-caixa para as leitoras da revista, saindo do clichê superficial de consumo e tom de voz de dondoca, unindo o que havia de melhor no universo fashion e suas ligações com cultura, arte, música e estilo de vida.  Foi ela tambéma  reponsável por clicar pela primeira vez um modelo de bíquini, em 1947, causando um excessivo estranhamento e resistência em sua equipe. Indignada com tamanho conservadorismo, a francesa e disse a todos sem hesitar: “Pessoas como vocês mantêm a civilização num atraso de mil anos, isso é um horror”. Em 1962, Diane Vreeland sai da Bazaar e assume o caro de editora-chefe da Vogue America.

Destino fashion e promissor : Brasil
A primeira edição da revista em terras brasileiras teve como capa a übermodel Gisele Bündchen, que foi fotografada por Terry Richardson. A versão tupiniquim foi lançada em novembro de 2011, com a diretoria geral de Maria Prata, que já tinha sido editora de moda da Vogue Brasil aos 25 anos de idade.

Reprodução | Bazaar

Em ótimas mãos
Apesar de cada revista ter seu editor, Carine Roitfeld é a diretora global de moda da Harper’s desde 2012. Seu cargo basicamente consiste em produzir algumas poucas e exclusivas matérias  para as revistas ao redor do mundo. Roitfeld já foi editora da Vogue Paris e sua contratação na Harper’s Bazaar causou grande tumulto, já que as editoras de revista Condé Nast (Vogue) e Hearst  (Harper’s Bazaar) são concorrentes. Ela também tem um projeto pessoal, sua própria revista, ou melhor descrito como um livro bianual de moda, chamado CR, onde ela acredita publicar o melhor da moda, com as melhores modelos e fotografadas pelos mais renomados fotógrafos.

Reprodução

See Now, Buy Now
Super antenada com as novidades tecnológicas, a Harper’s Bazaar aderiu o lema See Now, Buy Now e criou uma plataforma de compras para suas leitoras. O site https://shop.harpersbazaar.com/ lista os itens por matéria e página em que eles aparecem para que você possa facilmente encontrar e comprar a peça.

 



ESCRITO POR Andreia Meneguete
Founder @iam.inteligenciaemmoda, lecturer na @nafaap e @iedsp. Consultorias, treinamentos e palestras comunicação, varejo de moda e beleza.

Founder @iam.inteligenciaemmoda, lecturer na @nafaap e @iedsp. Consultorias, treinamentos e palestras comunicação, varejo de moda e beleza.
ESCRITO POR Rafaela Carazzai

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