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Novidade na prateleira: A Economia da Moda pelo olhar do italiano Enrico Cietta

Amanda Ravelli |17.mar.17

Porque hoje um bom modelo de negócios vale mais do que uma boa coleção”; o subtítulo do recém-lançado livro Economida da Moda, do economista italiano Enrico Cietta (Editora Estação das Letras e Cores, R$ 55), já evidencia a proposta da obra e lança um questionamento sobre as novas formas de negócio que presenciamos atualmente. O leitor irá encontrar  uma variedade de assuntos, que tratam desde uma definição mais acadêmica e objetiva da economia, até esclarecimentos sobre o mercado da indústria da moda. A leitura é valiosa, não apenas para aqueles que desejam abrir seu próprio negócio e conquistar seu espaço no meio, como também é obrigatória para os que anseiam em se dar bem no mundo fashion.

Entender a estrutura do comércio e do consumo neste espaço é importante para enxergarmos com clareza a magnitude da influência direta e indireta que os negócios no meio da moda geram. A linguagem clara e didática – facilitando a compreensão dos temas abordados – e a bibliografia munida de obras significativas são outros incentivos para o estudo do livro.

 

 

A MODA FRENTE AO ABISMO
Rápida, poluidora e comercial; para muitos, este é o status atual da moda, fugindo da criatividade e dando poucas chances de sucesso e lucro para pequenas e médias empresas. “Muitos acreditam que a moda está à beira de um abismo: muito rápida, muito poluidora; pouquíssimo focada na criatividade e excessivamente no mercado; muito econômica para o consumidor e pouco lucrativa para as pequenas e médias empresas; muito imprevisível e muito subjetiva para ser encarada como os demais setores industriais; muito material para ser considerada um produto cultural e muito imaterial para ser um produto manufatureiro”, sinaliza o autor já na contracapa da sua obra. Cietta, então, entre as quase 500 páginas de Economia da Moda, apresenta um novo ponto de vista, e esclarece o motivo desta marcha até o precipício e o que pode ser repensado no processo de criação e comercialização dos produtos de moda.

NOVO CENÁRIO, NOVOS MODELOS
O economista italiano apresenta expectativas para o futuro e uma nova interpretação para fenômenos que estouraram na indústria da moda nos dias de hoje, como o fast fashion e o see now, buy now, a moda sustentável e a polêmica do trabalho escravo. “Ainda que a criatividade continue a ser fundamental, ela não é mais suficiente. Muito mais do que no passado, o sucesso no mercado depende do modelo de negócio da empresa, ou seja, do modo como se responde a estas mudanças”, sinaliza o autor.

MEU NEGOCIO É UM SUCESSO
Não poderíamos deixar de lado as inúmeras dicas do autor sobre administração de empresas. Ele aborda os riscos e custos da moda – dando soluções e planejamentos apropriados – e disserta sobre as condições do mercado atual. De acordo com o economista, há muitas empresas sem um modelo de negócio bem definido, o que compromete suas ações estratégicas desde a criação de um produto até a sua comercialização. “Toda empresa tem um modelo de negócio, um modelo de comportamento que depende de suas escolhas e dos resultados delas. Ainda que o modelo de negócio esteja presente, não significa que a empresa o conheça ou que tenha plena consciência de suas partes. A razão é que, enquanto uma estratégia  normalmente se focaliza em um único processo, o modelo de negócio requer uma visão mais ampla, que olhe as funções e os processos transversalmente”, alerta o autor na página 200 do seu livro.

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