VOCÊ ESTÁ LENDO >> Fashion job: aprendizados de carreira com “Emily em Paris”
POR Andreia Meneguete | 5 de outubro

Drible os clichês da série e veja como ter alguns insights profissionais com a divertida PR americana

A série Emily em Paris, estrelada e produzida por Lily Collins, foi sucesso de estreia, ficando no topo das mais vistas no Netflix em todo o mundo. Afinal, por que uma série com perfume teen e com todos os clichês das indústrias da publicidade e da moda ainda faz sucesso? Simples. Emily carrega na sua bolsa Chanel os sonhos de qualquer mulher moderna, que tem o plano de atingir sua independência com inteligência, leveza e umas doses de glamour e luxo. Fica claro que a jovem americana ao invadir Paris está longe de ser alguém criada em berço de ouro. Ela está ali pois soube esperar a grande oportunidade chegar. Mas vale o ponto: ela se preparou para tal. Fez mestrado em comunicação, estudou muito sobre mídias digitais e entende como nínguém de comportamento de consumo.

Emily é aquele tipo de profissional que sabe onde quer chegar e leva cada desafio como uma oportunidade para o seu obetivo. (Foto: Reprodução)

Pensando neste combo profissional e como em cada take Emily nos ensina sobre carreira, reunimos os principais aprendizados que podemos tirar com a nova fashionista do pedaço. Tenha um bloco de nota à mão e escreva cada insight que este texto lhe trouxer. Vale a pena, acredite. Depois, é só compreender o que você pode fazer melhor para se preparar para quando aquela oportunidade bacana surgir.

1. RECONHECER O VALOR DA CULTURA DE UM OUTRO PAÍS
Emily foi um pouco ingênua ao achar que tudo estaria ao seu favor ao mudar de cidade. E como ela mesma disse: foi uma “ignorante prepontente” ao achar que ir trabalhar em Paris sem saber nada de francês seria easy-peasy. Na verdade, ela pode até conseguir se comunicar com ajuda de algumas ferramentas, mas ela não estava compreendendo a importância do que é falar o francês na… França! nâo é sobre se virar, é sobre não subestimar a cultura de um outro país, compreender o valor que tudo isso tem para um grupo. Por isso, primeira regra: estude tudo que puder sobre o país e povo que deseja se relacionar no futuro. Se a sua vaga dos sonhos está numa empresa Australiana, é fato que você, além do inglês, deve manjar tudo deste país. Prepare-se para as oportunidades, não deixe para pensar sobre isso quando uma vaga bater à sua porta.

Saiba o valor de uma outra cultura, ainda mais se você deseja trabalhar em empresas multinacionais. (Foto: Reprodução)

2. NÃO TENHA MEDO DE FAZER NETWORKING
Se tem uma coisa que Emily sabe fazer bem é “contato”. Ela não tem medo de se aproximar das pessoas, mesmo sem saber que elas um dia serão úteis em sua vida. Emily gosta do que faz, que é ser uma Relações Públicas. A profissional sabe que o core da sua profissão é comunicação + relacionamento. É nítido o quanto ela aplica com louvor suas habilidades. Ah, e tem mais uma questão: Emily acorda todos os dias disposta a fazer a diferença. Ela coloca amor em TUDO que faz. Quando paixão e talento dá match é impossível não resultar em sucesso.

Networking: fazer contatos pode render boas amizades ou bons jobs. (Foto: Reprodução)

3. COMPREENDA OS RISCOS QUE TODA ESCOLHA PODE TRAZER
Não tem coisa melhor do que trabalhar com pessoas que querem “fazer acontecer” da melhor forma. Mas em cargos sêniores o faro para possíveis problemas deve estar sempre ativado. Tudo porque quem trabalha com comunicação e imagem de uma empresa, como é a função de um Relações Públicas, tem que presumir todos os riscos de uma ação, um evento e ou uma campanha. Emily foi muito sagaz ao sinalizar o cliente sobre as possíveis devolutivas negativas diante do filme publicitário de perfume. Mas ela ignorou o que a presença de dois jovens artistas, reconhecidos por causarem polêmic, poderia ocasionar em um evento beneficente. A função de Relações Públicas exige um olhar redobrado para tudo em um evento, pois cada erro é um flash.

Atenção aos riscos: quem trabalha como Relações Públicas tem que ficar com o radar ligado para possíveis problemas.. (Foto: Reprodução)

4. SAIBA COM QUEM ESTÁ TRABALHANDO
Definitivamente: não é todo mundo que deseja nosso bem ou se importa como nos sentimos no ambiente de trabalho. Antes de falar tudo o que pensa e abrir sobre sonhos e inseguranças, saiba quem são as pessoas que estão ao se redor. Emily foi ingênua a achar que a equipe seria acolhedora e solícita com tudo que ela tinha para dizer e ser. Primeiro, ela teve que mostrar a que veio e, depois, foi conquistando a confiança de cada um. É interessante olhar essa jornada dela na série, Anote esta dica: seja observador, sempre. É importante reconhecer o cenário onde está atuando. E principalemente saber quem são os atores da cena de trabalho. Não é todo mundo que quer saber o que você pensa ou sente.

Saiba com quem está trabalhando: reconhecer a equipe da qual faz parte pode mudar o jogo e evitar problemas. (Foto: Reprodução)

5. CONFIE NO SEU TALENTO E NA SUA INTUIÇÃO
É comum bater a síndrome da impostora (não é o caso da Emily) quando estamos prestes a conquistar algo ou estamos em um cargo importante. Por muitas vezes escutamos a “voz censora” que existe no nosso interior do que a voz de comando da “segurança”. Com isso, é muito comum que um ótimo trabalho deixe de acontecer pelo simples fato de ter optado por ter medo. Emily tem a consciência de que saber fazer um bom trabalho. E ela confia diariamente todas as fichas nessa percepção de valor.  Sem contar que a fashionista deixa o seu positivismo conduzir as suas intuições. Emily sempre olha para o copo cheio e escolhe com otimismo cada novo passo que vai dar.  Ela muda a frequencia da energia do lugar, fazendo com que tudo seja mais possível e com certeza mais leve. E não é que dá certo?

Quando o talento dá match com a vontade de fazer, o sucesso é um resultado

Quer seguir na carreira de moda e aind anão sabe muito bem como? Eis aqui uma dica: em 27 de outubro começa o Master in Fashion Business & Communication. É um programa de treinamento especial com 6 cursos na área de moda, comunicação e tendências. E o melhor: o aluno podeescolher fazer os 6 ou somente aqueles que têm mais a ver com o perfil da sua carreira. Gostou da ideia? Então saiba mais sobre o curso aqui.

 



ESCRITO POR Andreia Meneguete
Founder @iam.inteligenciaemmoda, lecturer na @nafaap e @iedsp. Consultorias, treinamentos e palestras comunicação, varejo de moda e beleza.

Founder @iam.inteligenciaemmoda, lecturer na @nafaap e @iedsp. Consultorias, treinamentos e palestras comunicação, varejo de moda e beleza.

COMPARTILHAR

COMENTÁRIOS

LEIA MAIS EM Business

16 de abril

Mary Quant: a revolucionária feminista por trás da criação da minissaia

A história cheia de desejos por mudanças sociais na vida de Mary Quant, que morreu deixando um legado além da minissaia

por Júlia Vilaça
21 de maio

Mentoria de carreira: processo de imersão e conquistas

Que tal começar a pensar em tirar seus planos do papel de um jeito que faz sentido para a sua evolução?

por Andreia Meneguete
18 de abril

IAM at Work: Conheça Rafael Pavarotti, o fotógrafo brasileiro celebrado mundialmente

Saiba os motivos que fazem do profissional ser ícone da imagem de moda e assinar as campanhas atuais mais emblemáticas

por Letícia Severiano
22 de setembro

Erdem resgata em desfile história de Emma Hamilton, célebre cortesã inglesa

Coleção foi inspirada em uma das mais famosas cortesãs da Inglaterra e amante de Lorde Nelson, arqui-inimigo de Napoleão

por Guilherme de Beauharnais

ÚLTIMAS POSTAGENS

Arraste para o lado
13 de julho

Jornalismo de beleza: o que mudou na editoria que tanto ditava regras para as mulheres?

Editora de beleza da Glamour Isabella Marinelli reflete a nova fase deste segmento do jornalismo

por Isadora Vila Nova
13 de julho

5 reflexões sobre o Jornalismo de Beleza na Revista Glamour por Isabella Marinelli

Editora revela os pilares inegociáveis da revista Glamour quando o assunto é texto e imagem de beleza

por Clara Nilo
13 de julho

Raio X da Glamour Brasil: os pilares que fazem a revista se diferenciar no mercado

Renata Garcia, diretora de conteúdo da Glamour, explica como a revista se mantem relevante para seus leitores

por José Eduardo Chirito
13 de julho

Um passeio pela história e reinvenção da Glamour com Renata Garcia

A diretora de conteúdo relembra a trajetória do título e comenta a reformulação editorial para atender o novo leitor

por Gabriela Leonardi
13 de julho

Tecnologia a favor da transparência da produção: o que é blockchain na moda de luxo?

Compreenda como a nova tecnologia irá impactar a dinâmica de consumo do mercado da alta-costura

por Jefferson Alves
13 de julho

Luanda Vieira: como o medo e a comparação não podem matar nossa carreira

A criadora de conteúdo abre as cortinas para os bastidores de sua carreira em grandes revistas e no universo digital

por João Pascoal
22 de novembro

Geração Z e consumo: 7 insights para você entender melhor o público jovem

Totalmente conectados e imersos nas mídias sociais, esses jovens trazem novas expectativas e comportamentos ao mercado.

por Carolina Duque
21 de novembro

Jonathan Anderson: o visionário diretor criativo por trás da grife espanhola Loewe

Conheça mais sobre o diretor criativo da Loewe, a marca de luxo mais queridinha do momento

por Carolina Duque